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sábado, 31 de março de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
Hitler vende xampu para “homem de verdade”
http://blogs.estadao.com.br/marcos-guterman/hitler-vende-shampoo-para-%E2%80%9Chomem-de-verdade%E2%80%9D/
quarta-feira, 21 de março de 2012
Rosely Sayão - Maduros até a página dois
Os jovens precisam de ajuda para enfrentar um mundo que começam a descobrir com o próprio olhar
UMA JOVEM de 17 anos me escreveu contando que namora um garoto de 15 anos, seu colega de escola. Segundo ela, os dois se gostam, estão juntos desde o ano passado, têm vida sexual ativa e pretendem permanecer namorando.
O problema, conta a garota, é que os pais dele são contra o namoro por causa da diferença de idade entre eles. "Eles dizem que sou muito velha para namorar o filho deles", reclama. Já a mãe dela não coloca empecilho algum em relação a isso.
O que me surpreendeu foi o pedido dela dirigido a mim: que eu conversasse com os pais donamorado para resolver o problema dela.
Isso me fez pensar em muitas outras situações da vida de nossos jovens. Eles parecem ter autonomia de vida bem cedo: frequentam festas nas madrugadas, ingerem bebidas alcoólicas, viajam sem a companhia de adultos, residem temporariamente em outros países etc.
Os jovens têm vida de gente grande desde o início da adolescência. Vida social, pelo menos. Mas será que na vida pessoal eles amadurecem? Temos indícios de que não.
Um desses indícios está no exemplo de nossa leitora de hoje. Ela não encontra outra maneira de resolver o que considera um problema em sua vida a não ser pedir para que um adulto resolva a questão por ela. Não é estranho que uma jovem de 17 anos, que faz tudo o que ela me conta que faz, peça tal coisa?
Depois de conversar com vários jovens dessa idade, constatei um ponto interessante para a nossa reflexão de hoje: os jovens manifestam uma dificuldade de dialogar com os adultos.
Eles falam com os adultos: expõem suas polêmicas opiniões a respeito dos assuntos em pauta, têm sempre bons argumentos para convencer os mais velhos a aceitarem seus pedidos, sabem comunicar o que querem.
Entretanto, em situações de conflito, principalmente quando essas envolvem algum aspecto de suas vidas, não sabem como se comportar, não conseguem enfrentar a situação, perdem toda a segurança que tentam mostrar que têm.
Os jovens acham que não são levados a sério pelos adultos nessas circunstâncias. Pode ser que eles tenham razão.
Conversei também com pais de adolescentes. Muitos deles acreditam que os problemas enfrentados pelos filhos são pequenos ou não significam nada.
Os pais fazem pouco dos altos e baixos emocionais que os filhos sofrem e acham que problema sério mesmo é a escolha do curso universitário que eles farão, o futuro que terão etc.
Essa é uma boa maneira de dificultar o diálogo com os mais jovens: eles percebem, mesmo que não seja expressamente dito, as avaliações dos adultos frente às questões de suas vidas.
Nossos jovens precisam de nós, adultos. Precisam de nossa ajuda para amadurecer, para encontrar coragem na busca de boas soluções para seus problemas, para enfrentar um mundo que começam a descobrir com seu próprio olhar, para enfrentar as vicissitudes da vida.
Só seremos boa companhia para eles nessa jornada se tivermos paciência para dialogar, conflitar, bancar junto a eles o lugar que logo ocuparão: o de adultos maduros que fazem escolhas e arcam com as consequências delas.
Nossa jovem leitora precisa saber que ela pode, sim, continuar a namorar o garoto mais novo -apesar da opinião contrária manifestada pelos pais dele. Sim, é possível. Mas ela precisa saber também que o possível pode ser difícil de enfrentar.
Isso é amadurecer.
terça-feira, 20 de março de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
HÁ UMA RECEITA PARA SER APROVADO?
Há uma receita para ser aprovado?
Em diferentes notícias e matérias sobre exames vestibulares publicadas em jornais e revistas e divulgadas na internet, os candidatos que obtiveram aprovação nos primeiros lugares apresentam conselhos bastante diversos, por vezes até contraditórios, aos que ainda não passaram. Há candidatos que declaram ter empregado a maior parte das horas do dia estudando, inclusive aos sábados e domingos. Outros juram que estudaram muito nos cinco dias úteis da semana, mas não abriram mão dos sábados e domingos para lazer e descontração. E há quem garanta que não estudou praticamente nada, apenas prestou bastante atenção às aulas desde o final do ensino fundamental.
Ora, se tentarmos estabelecer uma receita para a classificação em exames vestibulares com base nessas informações dos aprovados, com toda a certeza não produziremos nenhum método salvador. E a razão é muito simples: cada pessoa é uma pessoa, cada indivíduo é portador de características únicas, de modo que o exemplo dado por outro pode ser útil, como também não encontrar nenhum eco. Faça como eu fiz oucomo os melhores fizeram se revela, assim, apenas um conselho bem intencionado, não uma receita milagrosa.
Existiria essa receita? Na verdade, não existe. Estudar muito ou estudar pouco depende de cada pessoa: uns precisam de menos tempo e esforço para assimilar determinados conteúdos, outros de aplicação bem maior. Ter mais ou menos lazer durante os estudos também encontra variações no temperamento de cada pessoa e no modo como encara o estudo, o trabalho, as tarefas. E nem mesmo se pode dizer que passar em vestibular é questão de ter extrema inteligência: Só os muito inteligentes passam! dizem alguns, mas até essa afirmação não corresponde inteiramente à verdade, como não corresponde inteiramente à verdade afirmar que quem tem uma boa formação está em vantagem, pois a maior dose de determinação de um estudante pode suprir suas deficiências de formação e suas dificuldades de apreensão em algumas áreas.
É claro que os professores de ensino médio e especialistas tentam estabelecer com as mais louváveis intenções “métodos de estudo”, mas qualquer receita genérica que forneçam aos candidatos deve sofrer a necessária adaptação ao modo de ser, à personalidade, à capacidade de fixar objetivos e à gana de cada um para buscar atingi-los.
Por todos estes motivos, o melhor conselho que se pode dar, neste momento, a quem ainda não passou e àqueles que irão prestar vestibulares pela primeira vez é semelhante ao que o filósofo grego Sócrates dava a seus discípulos: Conhece-te a ti mesmo.
É claro que o conhece-te a ti mesmo tem uma implicação muito mais profunda em termos da filosofia socrática, mas, mutatis mutandis,como diriam os latinos, podemos empregá-lo com uma visão mais prática: em vez de buscar soluções milagrosas ou métodos infalíveis, que não existem, o primeiro grande passo de uma pessoa, não apenas para exames vestibulares, como também para qualquer atividade na vida é o de conhecer-se, de lançar olhos críticos para si mesmo, procurar observar com isenção suas virtudes, seus defeitos, suas habilidades naturais e suas deficiências e carências. De posse dessa autoanálise ou autocrítica, com certeza se torna mais fácil escolher o método adequado.
Pense nisso e continue seu esforço. O Vestibular Meio de Ano vem aí.http://blogunesp.vunesp.com.br/?p=571
Ora, se tentarmos estabelecer uma receita para a classificação em exames vestibulares com base nessas informações dos aprovados, com toda a certeza não produziremos nenhum método salvador. E a razão é muito simples: cada pessoa é uma pessoa, cada indivíduo é portador de características únicas, de modo que o exemplo dado por outro pode ser útil, como também não encontrar nenhum eco. Faça como eu fiz oucomo os melhores fizeram se revela, assim, apenas um conselho bem intencionado, não uma receita milagrosa.
Existiria essa receita? Na verdade, não existe. Estudar muito ou estudar pouco depende de cada pessoa: uns precisam de menos tempo e esforço para assimilar determinados conteúdos, outros de aplicação bem maior. Ter mais ou menos lazer durante os estudos também encontra variações no temperamento de cada pessoa e no modo como encara o estudo, o trabalho, as tarefas. E nem mesmo se pode dizer que passar em vestibular é questão de ter extrema inteligência: Só os muito inteligentes passam! dizem alguns, mas até essa afirmação não corresponde inteiramente à verdade, como não corresponde inteiramente à verdade afirmar que quem tem uma boa formação está em vantagem, pois a maior dose de determinação de um estudante pode suprir suas deficiências de formação e suas dificuldades de apreensão em algumas áreas.
É claro que os professores de ensino médio e especialistas tentam estabelecer com as mais louváveis intenções “métodos de estudo”, mas qualquer receita genérica que forneçam aos candidatos deve sofrer a necessária adaptação ao modo de ser, à personalidade, à capacidade de fixar objetivos e à gana de cada um para buscar atingi-los.
Por todos estes motivos, o melhor conselho que se pode dar, neste momento, a quem ainda não passou e àqueles que irão prestar vestibulares pela primeira vez é semelhante ao que o filósofo grego Sócrates dava a seus discípulos: Conhece-te a ti mesmo.
É claro que o conhece-te a ti mesmo tem uma implicação muito mais profunda em termos da filosofia socrática, mas, mutatis mutandis,como diriam os latinos, podemos empregá-lo com uma visão mais prática: em vez de buscar soluções milagrosas ou métodos infalíveis, que não existem, o primeiro grande passo de uma pessoa, não apenas para exames vestibulares, como também para qualquer atividade na vida é o de conhecer-se, de lançar olhos críticos para si mesmo, procurar observar com isenção suas virtudes, seus defeitos, suas habilidades naturais e suas deficiências e carências. De posse dessa autoanálise ou autocrítica, com certeza se torna mais fácil escolher o método adequado.
Pense nisso e continue seu esforço. O Vestibular Meio de Ano vem aí.http://blogunesp.vunesp.com.br/?p=571
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