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quarta-feira, 30 de maio de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Bordieu
http://www.minosoft.com.br/mirela/download/pierreboudieu.pdf
http://revistacult.uol.com.br/home/2010/03/uma-introducao-a-pierre-bourdieu/
http://www.creativante.com.br/download/Gosto3.pdf
http://umbomdiscopordia.com.br/tag/pierre-bourdieu/
http://vanessapupo.blogspot.com.br/2011/03/o-gosto-ou-senso-estetico-como_01.html
http://www.youtube.com/watch?v=nAIasOddyh0&feature=related
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quarta-feira, 23 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Com os negros, o Brasil poderá mais
FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO
JOSUÉ VICENTE
Em 2001, quando a UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), pioneiramente, criou cotas para negros no ensino superior, conforme pesquisa do Ipea, os universitários brasileiros eram 97% de brancos. Os professores, pesquisadores e cientistas negros somavam 1%. Os negros compunham 70% dos que viviam abaixo da linha da pobreza e 63% do quadro dos pobres. Em 2001, era quase impossível encontrar um general negro, um almirante negro, um embaixador negro, um executivo negro comandando qualquer grande empresa do país. Como se vê e sempre se soube, as relações entre negros e brancos no Brasil se estruturaram sob uma visão de racismo sem racistas e em uma concepção ambígua e irracional de que racismo e discriminação racial não existem, por que a ciência decretou que raças não existem -se distorção houver, é a discriminação social que mantem negros e brancos separados e desiguais. Na sociedade escravista, a ciência não impediu que os negros fossem escravizados. Na sociedade da razão e do mercado, não permitiu que pudessem usufruir o ideal republicano de iguais, tidos por ela como integrantes de raça inferior. No plano político real, nossa mistura de raças e nossa identidade mestiça de brancos, negros e índios esteve longe de significar integração e participação em pé de igualdade. Apesar de patrimônio coletivo, nossa identidade tripartida tem servido como ideologia articulada que, negando o racismo e diluindo o racial no social, mantém privilégios, oportunidades, vantagens e estética social exclusiva, da qual os negros não participam. Uma república de poucos e uma democracia de desiguais que segrega e interdita os acessos aos 51% dos brasileiros autodeclarados negros. Apesar dos pesares e a despeito dessas visões e crenças equivocadas ultrapassadas, nos últimos 15 anos a conscientização e o comprometimento de destacados setores da sociedade, do governo, do Congresso e da mídia nacional na defesa e valorização da diversidade e igualdade étnico-racial e no combate à discriminação contra os negros, contribuíram para algumas mudanças. A criação das políticas afirmativas de cotas para negros nas universidades públicas e, nas universidades privadas, do ProUni e outras importantes realizações resultaram no aumento expressivo dos negros no mercado de trabalho, em postos de prestígio da alta administração e mesmo na comunicação e estética social. Se não é tudo que podemos (e não é), essas pioneiras e limitadas realizações e seus incipientes resultados nos permitiram sair do lugar comum e agir criativamente pra construir consensos e mudanças para colocar o país como uma república moderna, acessível e disponível a todos. Por isso, era preciso seguir adiante, era preciso ir além. A corajosa decisão do Supremo Tribunal Federal, que aprovou a constitucionalidade de cotas para negros no ensino superior, nos libertou das amarras de um falso dilema e devolveu o país aos trilhos da racionalidade. Não abandonou os negros e honrou todos os brasileiros. Fortaleceu a justiça e definiu os fundamentos que permitirão a celebração verdadeira da nossa identidade e diversidade racial. Impediu que nos tornássemos gigante de pés de barro. Com os negros, o Brasil fica mais coeso, mais fortalecido, mais produtivo, mais criativo, mais competitivo, mais colorido e melhor. Com os negros, o Brasil poderá mais. JOSÉ VICENTE, 52, advogado, é reitor da Faculdade Zumbi dos PalmaresTexto Anterior | Próximo Texto | Índice | Comunicar Erros |
Que dó da Chanel!
FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO
| Em época de cotas para minorias oprimidas, eu proponho cotas para mulheres bonitas "Que dó da Chanel!", disse minha filha ao ouvir que o Monsieur Normal (François Hollande, o socialista) ganhou as eleições presidenciais na França. Só vai restar a Chanel fugir para Bélgica. Caras como ele parecem não entender que se você coloca limites para o retorno financeiro de quem trabalha, a pessoa trabalha menos e fica preguiçosa. Ou foge para onde não roubem seu dinheiro, fruto de anos de trabalho duro. Basta ver a história. Estes caras deveriam ler a filósofa russa Ayn Rand e seu maravilhoso "A Revolta de Atlas", da editora Sextante. Sociedades socialistas cultivam a preguiça, a mediocridade e desestimulam a criatividade e coragem profissional. Todo mundo vira funcionário público. Rand conheceu na pele o ridículo do sistema socialista soviético, antes de fugir para os Estados Unidos. Dirá o leitor que exagero. Sim, um pouco, mas em se tratando da esquerda francesa, acostumada à vida mansa do Estado de bem-estar social, a França produtiva deve ficar alerta. Assim como a Argentina, que nunca saiu da pasmaceira peronista, a França nunca saiu do delírio jacobino da Revolução Francesa. Os caras não crescem e continuam a não entender que país é como sua casa, quando se gasta mais do que se ganha, a conta não fecha no final do mês e você estoura sua conta no banco. Engraçado como a França e outros países europeus ocidentais que não passaram por regimes marxistas gostam de brincar de socialista. Brincam como se a catástrofe que foi a experiência marxista no poder não tivesse acontecido. Acusam muita gente de não ter "consciência histórica", quando eles não têm nenhuma. A começar pelos intelectuais de esquerda, esses mandarins da mentira. Vejam que os países do leste europeu que foram comunistas não chegam nem perto da baboseira da esquerda. Pergunte a uma tcheca ou russa se ela gostaria de voltar ao comunismo. Mas, como a França ainda tem dinheiro para gastar, o dinossauro francês ganhou a eleição. Se ele não criar juízo e ficar prometendo o que não pode (como deixar os franceses se aposentarem com menos de 60 anos e com isso piorar a pressão sobre a população mais jovem produtiva que paga a conta da previdência social francesa), na próxima eleição, Marine Le Pen (do Front National, partido de extrema-direita) leva, o que seria outra catástrofe. É isso que ela espera, por isso recusou apoio ao Sarkozy. Tanto a direita radical quanto a esquerda são contra a sociedade de mercado e não entendem nada de economia. Os da esquerda culpam os ricos, os da direita radical culpam os estrangeiros, e nenhum dos dois sabe lidar com a complexidade de um mundo que nada tem de perfeito e que é sempre fruto da velha natureza humana: mentirosa, interesseira e preguiçosa, quando pode. Nada brota onde não há dinheiro. Até minha llhasa apso, mais inteligente do que muita gente que conheço, sabe disso. E por falar em Chanel (que para mim significa "mulher bonita"), recentemente tivemos mais uma prova de que a natureza humana é atávica em suas mazelas, sendo a inveja uma das piores. Já disse várias vezes nesta coluna que as mulheres bonitas são vítimas de perseguição por parte das feias -a velha inveja da beleza. Em recente pesquisa sobre mercado de trabalho, publicada no caderno "Mercado" desta Folha (13/5), israelenses provaram que mulheres bonitas que colocam suas fotos no CV são constantemente eliminadas, não tendo chance de chegar nem a uma primeira entrevista. E por quê? O fato é que o RH é comumente dominado pelas mulheres, e estas, aparentemente, temem que mulheres bonitas assumam cargos em suas empresas. Incrível, não? Depois dizem que são os homens que atrapalham a vida profissional das mulheres bonitas. A verdade parece ser o contrário: se aumenta o número de homens envolvidos no processo decisório, a seleção pode deixar de ser injusta para as mais bonitas. Já que estamos em época de cotas para minorias oprimidas, proponho cotas para mulheres bonitas nas faculdades, nas empresas e no governo. O mundo respira melhor quando tem mulher bonita por perto. Elas são o pulmão do mundo. ponde.folha@uol.com.br |
domingo, 20 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
quarta-feira, 16 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
sábado, 12 de maio de 2012
Crianças e a ética. La Taille
Yves de La Taille: "As crianças notam contradições éticas"
Especialista em moral fala sobre exemplo dos pais
e falhas das escolas no ensino de ética
Como uma criança enxerga os costumes e as atitudes de seus pais e professores? O especialista em psicologia moral Yves de La Taille mostra as impressões de um garoto sobre a ética do mundo adulto em seu novo livro, Ética para meus pais (Editora Papirus, 272 páginas, R$ 45), lançado neste mês. As histórias cotidianas contadas pelo personagem principal refletem a sensibilidade de uma criança para os desvios e as contradições éticas e morais dos adultos – ela vê, registra e usa essas falhas para construir seus próprios costumes. Para os pais, o desafio é ensinar pelo exemplo. Para as escolas, ainda faltam estratégias adequadas para ensinar ética.
ÉPOCA – O personagem principal de seu livro parece um refém da ética de seus pais...
Yves de La Taille – Sim, pela idade dele, ali por volta de 7, 8 anos, ele ainda é refém da ética dos adultos com os quais convive. As noções de moral e ética começam a aparecer cedo na criança, por volta de 3, 4 anos. É quando ela começa a perceber que há diferença entre deveres rotineiros, como tomar banho e comer na hora certa, e os deveres morais. Nessa fase, a criança é heterônima, ou seja, ela entrou no mundo da moral e da ética, mas costuma esposar os valores do meio onde está. Só a partir dos 9 ou 10 anos é que ela se torna autônoma e começa a demandar critérios racionais, além de usar apenas fontes prestigiosas, como pais e irmãos, para decidir o que é certo ou errado.
La Taille – Dos pais e da escola. No livro, ética tem um sentido global, e não o tradicional, só voltado para o bem e para o mal. Ética são costumes, e costumes não nascem inscritos no DNA de ninguém, por isso as influências sociais são essenciais na formação ética e moral. Para a criança, essas influências vêm da família e da escola. Tomás, o personagem principal, observa e narra situações em casa e com professores e colegas da escola.
ÉPOCA – Há uma receita que garanta que os filhos aprendam ética e moral?
La Taille – Não. O principal que os pais devem ter em mente é que crianças são extremamente observadoras. Elas olham muito, apesar de ainda não serem capazes de raciocinar ou fazer deduções com aquilo que estão vendo. O comportamento dos pais, portanto, é essencial. Principalmente porque, desde pequenos, os filhos percebem as contradições entre o discurso dos pais e sua prática. Eles notam as contradições éticas. E isso fica lá guardado com a criança, que constrói, em cima disso, seus próprios costumes e atitudes.
"No geral, as escolas não trabalham
pela moral e pela ética o
problema do bullying e
ignoram a questão do bem e
do mal"
ÉPOCA – Há alguma passagem do livro que exemplifica isso?
La Taille – A da festa de aniversário de Tomás, organizada pelos pais em um bufê infantil caro, com muitos convidados (o personagem pediu para os pais uma festa em casa, para convidar apenas seus três melhores amigos. Mas os pais acharam “muito pouco”). Ele não se divertiu na própria festa, não gostou. Ele tem a sensibilidade para não gostar, mas não racionaliza isso, ou seja, não sabe dizer o porquê.
ÉPOCA – As escolas conseguem ensinar ética para os alunos?
La Taille – A escola poderia ter estratégias pensadas e conscientes para trabalhar essa questão. Mas em geral não tem. O que elas têm em excesso são regras. Ou seja, são muito legalistas. O que pode e o que não pode está escrito, vem dos regimentos internos. Se aparece uma situação que não está prevista no regimento, ninguém sabe o que fazer. É claro que a escola, assim como a família, não pode garantir a formação ética das pessoas. Há sempre o imponderável. Não é como alfabetizar a criança ou ensinar matemática. Essas coisas, se não há problemas com a criança e a escola for boa, podem ser garantidas. Mas não comportamentos éticos. O que dá para fazer é trabalhar algumas questões, criar um terreno fértil.
ÉPOCA – Em algum momento a discussão sobre ética nas escolas se mistura com a discussão sobre bullying?
La Taille – Deveria. Um agressor demonstra uma lacuna ética ou moral ao humilhar e bater em alguém. É uma fraqueza de senso moral. Agora, se as escolas trabalham pela questão moral e ética o problema do bullying, aí eu tenho dúvidas. A tendência é a escola “psicologizar” a questão. Ou seja, tratar o agressor como alguém que tem problemas em casa. Não nego que alguns dos agressores tenham, sim, problemas, mas no geral as escolas ignoram a questão do bem e do mal. Para mim, o mal existe. Em muitos casos, os agressores acham que a violência é brincadeira – e, se é brincadeira, pode.
ÉPOCA – O que vemos muito nas escolas brasileiras são campanhas pontuais para combater o bullying ou para falar sobre ética. Isso funciona?
La Taille – Tem efeito zero – ou até perverso, porque passa a ideia de que, se é assunto para uma campanha, então não precisamos olhar para isso no dia a dia. Muitos trabalhos benfeitos sobre o tema também são projetos ou iniciativas individuais de professores. Não funciona. Claro, é melhor ter isso do que não fazer nada, mas a ética é cotidiana, tem de ser trabalhada o tempo inteiro. Não se trata de criar uma disciplina específica para isso. O que a escola, como instituição, tem de cuidar é do convívio diário entre alunos e professores.
YVES DE LA TAILLE
QUEM É
Naturalizado brasileiro, nasceu em Saverne, na França. Ele se formou pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, onde é professor
O QUE PUBLICOU
Entre outros livros, Moral e ética, dimensões educacionais e afetivas, Prêmio Jabuti de 2007 na categoria Educação, Psicologia e Psicanálise
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Reportagem por Camila Guimarães
Fonte: Revista ÉPOCA online, 01/05/2011
sexta-feira, 11 de maio de 2012
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